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Aumenta o número de nascimentos de bebês por técnicas de reprodução assistida

De 219 mil a 246 mil bebês nascem a cada ano no mundo pelo desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida, segundo um estudo internacional publicado no periódico científico Human Reproduction, nesse mês de junho. A pesquisa indica um grande aumento no número de procedimentos do tipo: mais de 25% em apenas dois anos, de 2000 a 2002. Os pesquisadores usaram dados de 1.563 clínicas em 53 países, mas ressaltam a insuficiência de dados em partes da Ásia, África e Oceania. No Brasil estima-se que mais de dez mil crianças brasileiras nasçam por métodos de fertilização. O país responde por quase a metade (47%) de todos os procedimentos realizados na América Latina.

A pesquisa destaca o crescente aumento no número de nascimentos a partir de técnicas como a injeção espermática citoplasmática, que vem crescendo mais do que a inseminação artificial. Para o especialista em reprodução humana, Nilo Frantz, isso demonstra que as técnicas de fertilização in vitro evoluíram muito nos últimos anos, proporcionando maior segurança, menos desgaste, melhores resultados e custos mais acessíveis aos casais que desejam ter um filho.

Aumento no Estado

No Rio Grande do Sul, também se observa um aumento considerável em relação ao número de casais que buscam as clínicas de reprodução assistida e tratamentos mais acessíveis. Para Frantz, a criação de serviços de baixo custo estão permitindo o maior acesso às técnicas por grande parcela da população gaúcha. "Para se ter uma idéia no mundo cerca de 60 a 90 milhões de casais sofrem com a infertilidade - esse número representa entre 10 e 15% dos casais em idade reprodutiva". Em levantamento feito pelo Instituto da Fertilidade (IFE) em Porto Alegre, dos casais cadastrados no programa, a média de idade das mulheres é de 34 anos e entre os homens é de 37 anos. Desses casais, a proporção que realiza fertilização in vitro é de 60,6% - o que representa a maioria dos procedimentos.

O relatório World collaborative report on assisted reproductive technology, de Jacques de Mouzon e outros, pode ser lido em http://humrep.oxfordjournals.org/cgi/content/full/dep098.

A história de duas guerreiras


Quando se deparou com a dificuldade de engravidar, aos 37 anos, a candelariense Carine Carvalho Wagner, hoje com 42, fez de tudo para ter um bebê em seus braços. Sem sucesso nas primeiras tentativas, que se arrastaram por seis meses, ela procurou ajuda médica e iniciou uma verdadeira batalha até conseguir realizar o sonho de se tornar mãe. Após três longos anos de tratamento, sem êxito algum, ela decidiu fazer uma fertilização (confira quadro) porque, mesmo não tendo problemas de saúde - a exemplo do marido Alan, não conseguia engravidar naturalmente.
O procedimento foi sugerido pelo ginecologista Walter Dias, que acompanhou a luta de Carine e sabia o quanto ela desejava ter um filho. Mas nem tudo seria tão fácil assim. Encaminhada para o Instituto de Fertilidade (IFE), em Porto Alegre, em abril de 2010, Carine teve 17 óvulos coletados. Desses, três (depois de fecundados) foram implantados em seu útero. A partir daí, seriam necessários 12 dias de total repouso até ter a certeza de que a gestação havia dado certo. O resultado foi negativo e, diante a frustração, Carine decidiu esperar alguns meses até tentar de novo. Determinada e convicta de que tudo daria certo, ela fez a fertilização pela segunda vez. A tentativa ocorreu em agosto de 2010. Dos quatro óvulos que haviam sido congelados, apenas dois puderam ser aproveitados e foram implantados.
Mesmo com as chances diminuídas, Carine manteve o otimismo e ficou por mais 12 dias em repouso até esperar o resultado. Foram dias de verdadeira aflição. "Eu tinha que fazer o exame em uma terça-feira, no laboratório, para saber se estava mesmo grávida. Na segunda-feira à noite não dormi praticamente nada, ia toda hora ao banheiro para ver se não estava com algum sangramento. Como estava aparentemente tudo bem, fui ao laboratório de manhã e precisava voltar à tarde para pegar o exame. Quando chegou a hora, meu coração parecia que ia sair pela boca. Eu queria tanto que alguém me desse um sinal de que havia dado certo", relatou Carine. Assim que um profissional do laboratório a viu, correu imediatamente para lhe entregar o envelope e disse: "Parabéns, tudo de bom para vocês".
A frase balançou o coração de Carine. "Mesmo assim, eu não abri o exame. Fui até em casa com o envelope fechado. Quando cheguei, fui até a cozinha, me sentei e só então conferi o resultado. Assim que vi que tinha dado positivo eu chorei sem parar. Foi o maior presente que tive", acrescentou. Para dividir a alegria com o marido, Carine comprou uma camisetinha do Inter e deixou um bilhete na porta de entrada, com a seguinte mensagem: "Papai, estou chegando para aumentar a torcida colorada". A notícia da gravidez foi festejada com a família na mesma noite. Depois de uma série de cuidados nos três primeiros meses da gestação, Carine começou a curtir o crescimento do bebê.
Em fevereiro de 2011, já com sete meses de gravidez, ela descobriu que estava com quadro de pressão alta que, mesmo sendo tratada, não diminuía. Em vista disso, duas semanas depois, ela teve que interromper a gestação e fazer uma cesárea para que sua vida não fosse colocada em risco. Foi então que às 21h53 do dia 25 de fevereiro nasceria Caetana, sua tão esperada filha. Prematura, com 1.085 kg e 38 cm, ela foi levada para a UTI. "Ela chorou muito ao nascer e esse era um bom indício, já que nasceu prematura. Como ela precisava ser levada rapidamente para a UTI, só consegui ver a cabecinha dela. Fui vê-la no dia seguinte, depois do almoço. Em momento algum me impressionei com a situação em que ela estava; no fundo eu sabia e sentia que ia dar tudo certo", revelou.
RECUPERAÇÃO - As apostas de Carine realmente se confirmaram. Com previsão de ter alta apenas em 60 dias, quando atingisse dois quilos, Caetana surpreendeu a equipe médica pela rapidez com que ganhou peso. "Ela ficou 28 dias na UTI e quatro dias na UCI. Em 32 dias, estava com 1.995 kg e teve alta. Eu ia vê-la todos os dias e sempre dava muita força; dizia o quanto ela já tinha sido forte e que era uma vitoriosa", destacou Carine, considerando a filha uma verdadeira guerreira. Esse adjetivo também explica as vitórias de Caetana após o nascimento: a recuperação de uma infecção e de uma cirurgia para remover uma hérnia na região da virilha. Hoje, com um ano e dois meses, Caetana enche a casa de Carine e Alan de sorrisos e confirma, no entender de sua mãe, que Deus realmente existe. "Não tenho dúvida alguma de que existe uma força superior, de que o pensamento positivo e a fé fazem toda a diferença. Essa é metade do caminho andado", evidenciou.
MAIS - Emocionada, Carine confessa que, por vezes, olha a filha e chora ao lembrar o quanto foi difícil tê-la, enfim, em seus braços. "A Caetana foi um presente de Deus. Às vezes, nem acredito que ela está aqui, comigo. É uma criança maravilhosa e feliz. Ela sabe o quanto foi desejada", concluiu. Neste domingo, 13, quando irá comemorar seu segundo Dia das Mães, Carine vai aproveitar para passear com a filha e o marido.

Gravidez ao alcance de todos
Hoje, no mundo inteiro, um em cada seis casais não consegue engravidar nos 12 primeiros meses de tentativa. Um fato que pode explicar tal situação é o adiamento da maternidade, geralmente ocasionada por questões profissionais. Com isso, o número de mulheres com dificuldade para engravidar só aumenta. Do ponto de vista fisiológico, o ideal é engravidar antes dos 35 anos, tendo em vista que entre os 25 e 35 anos, a mulher perde aproximadamente 50% da capacidade reprodutiva e há um aumento na incidência de patologias que podem interferir na fertilidade, como miomas uterinos e endometriose.
Nesses casos, a informação é preciosa. Hoje, se dispõe de tecnologias avançadas e eficazes a um custo cada vez mais acessível. Já se estima que no mundo tenham sido gerados mais de três milhões de bebês por meio de técnicas de reprodução assistida. Só no Brasil, são mais de 30 mil. Esse número, no entanto, reflete apenas uma pequena parcela da população que tem acesso ao tratamento. Muitos não têm a oportunidade de fazê-lo ou, quando conseguem, o prognóstico é desfavorável pelo agravamento do quadro ou pelo avançar da idade. O Instituto de Fertilidade (IFE), inaugurado em dezembro de 2008, em Porto Alegre, proporciona atendimento a custo mais acessível e alta tecnologia às pessoas com dificuldade para engravidar. Exemplo disso é um programa desenvolvido para atender os casais que não disponibilizam de recursos financeiros e precisam custear um programa de fertilidade. A participação se dá a partir do preenchimento de um formulário, que pode ser retirado em clínicas (listagem no site www.queroterumfilho. com.br, no link "procure seu médico"). Juntamente com esse formulário, deve ser encaminhada a seguinte documentação: cópia da última declaração do Imposto de Renda completa (individual ou em conjunto), cópia do recibo de envio do Imposto de Renda, cópia do RG e do CPF do casal e cópia da receita médica. Ao ser incluído no programa, o casal terá acesso a um desconto especial para o tratamento clínico e medicamentos. Mais informações pelo telefone 0800 113321.

As opções de tratamento
• Fertilização in vitro - consiste na retirada dos óvulos por punção, após o processo de indução da ovulação. No laboratório de fertilização, os óvulos são identificados, selecionados e colocados juntamente com os espermatozóides para a fecundação. A seguir, os embriões são selecionados e transferidos através de um cateter para o útero da mulher;
• Maturação in vitro de óvulos - consiste na retirada precoce de óvulos, entre o 8º e 10º dia do ciclo menstrual, antes que cheguem à maturidade. Daí em diante, diferente dos tratamentos convencionais, continua sendo realizada no laboratório. Posteriormente, os óvulos são fertilizados, formam os embriões e retornam ao útero;
• Inseminação intra-uterina - popularmente conhecida por inseminação artificial, consiste em depositar no útero apenas espermatozóides com excelentes chances de fertilização, que foram isolados em laboratório após coleta do sêmen.
• Coito programado - trata-se do acompanhamento de um ciclo menstrual da mulher para indicar o momento mais favorável à ocorrência da gestação. Pode se dar em três etapas: 1ª - o ciclo pode transcorrer de forma natural, sem o uso de medicações indutoras da ovulação, mas se faz o uso de fármacos capazes de estimular a ovulação; 2ª - independentemente do esquema proposto, são feitas ultrassonografias e, em alguns casos, dosagens hormonais, para indicar o período mais favorável para o casal manter relações sexuais e maximizar a probabilidade de engravidar; 3ª - procura-se restabelecer a taxa média de fecundidade que um casal sem alterações reprodutivas apresenta, ou seja, 10 a 20% de chance de engravidar por ciclo.
Fonte: Instituto de Fertilidade (IFE)
Alimentos põem em xeque a capacidade de engravidar das mulheres
Alimentos põem em xeque a capacidade de engravidar das mulheres

Você sabia que alguns alimentos influenciam diretamente no seu poder de engravidar? Pesquisas revelam quais são os maiores vilões da infertilidade; saiba mais aqui

Por Sofia Benini, filha de Maria Paula e Nery

Há uma série de fatores que influenciam na fertilidade da mulher. Alguns já sabidos, como doenças, e outros nem tanto, como determinados tipos de alimento. Sim, alguns alimentos são capazes de influenciar a capacidade de a mulher engravidar. E se você está querendo engravidar, é bom prestar atenção no que come. É o que  mostra um estudo recente divulgado no Jornal Americano de Obstetrícia e Ginecologia, que associou o consumo de proteínas à falta de ovulação. Nas mulheres acima de 32 anos, o consumo da proteína animal (carne vermelha, frango, peru, carnes processadas, peixe e ovos) aumentou o risco de um ciclo anovulatório - ou seja, aquele no qual os ovários falham em liberar um óvulo. Por outro lado, as proteínas vegetais (como tofú ou grão de soja, ervilhas, feijão ou lentilha, amendoim) foram associadas a um risco menor de infertilidade na ovulação.

Portanto, a dieta é uma parte importante para uma gravidez saudável e garantida. Segundo a nutricionista Rosa Silvestrim, do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, em Porto Alegre, há uma relação direta entre a qualidade dos óvulos e a dieta: "Uma alimentação balanceada, à base de nutrientes específicos, mantém os órgãos reprodutores saudáveis e prontos para conceber". A desordem no peso corporal é uma das causas de falha na reprodução em mulheres. Mulheres com baixo peso ou com sobrepeso tem ciclos irregulares, nos quais a ovulação não ocorre ou é inadequada."

Mas um dos principais fatores relacionados à infertilidade da mulher é uma doença que afeta entre 5 a 10% da população, estima-se. É a síndrome do ovário policístico, muito comum nas mulheres em idade reprodutiva. No mundo todo, calcula-se que são 105 milhões de mulheres entre 15 e 49 anos de idade com o diagnóstico da doença. E, adivinhe?, a Síndrome do Ovário Policístico, ou SOP, também está relacionada com nossa dieta.

Síndrome do ovário policístico x Alimentação
É uma relação meio complicadinha, mas dá pra entender. Funciona assim: o desenvolvimento desta doença está relacionada a altos níveis de um tipo especifico de insulina no organismo, o IGF-1. E esta insulina, por sua vez, está relacionada ao consumo de proteínas animais. Ou seja, o alto consumo de carnes vermelhas, processadas, ovos, frango, peru e peixe pode ocasionar o aumento desta insulina no nosso corpo. E uma vez que ela está em alta, o campo é propício para o aparecimento da Sindrome do Ovário Policístico, que é uma das causas mais comuns da infertilidade. Portanto, fique de olho com o que você come. Preparamos uma tabela com os alimentos amigos e inimigos da fertilidade.

 
Alimentos "férteis"

* frutas em geral (maçã, uva preta principalmente)

* vegetais em geral (dê preferência aos verdes-escuro)

* azeite de oliva extra virgem

* nozes e amêndoas

* pão integral, aveia

* peixes

* feijão e lentilha
   
 Alimentos "inférteis"

carnes gordas

* frituras

* manteiga e banha

* carboidratos com alto índice glicêmico (pão branco, batata inglesa, doces, açúcar)

* café em excesso (até 300ml/dia)

* adoçantes

* bebida alcóolica


Consultoria: Nilo Frantz, pai de André, Gabriela e Alberto, especialista em reprodução humana, e Lúcia Silvestrim, mãe de Lucas, nutricionista do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz.Tel.: (51) 3328-4680. www.nilofrantz.com.br
 
Tabelinha pode ser usada por quem quer engravidar

A tabelinha é uma técnica simples e bem conhecida dos casais. Ela nada mais é do que o cálculo do período fértil da mulher, de acordo com as datas do seu ciclo menstrual. Apesar de o método ser mais conhecido por quem quer evitar uma gravidez indesejada, ele também é usado quando uma mulher está tentando ter um filho, de forma natural ou quando tem sua ovulação estimulada por meio de um tratamento hormonal. Respeitando as melhores datas da tabela, ela pode aumentar as chances de gravidez.

De acordo com Simone Mattiello, ginecologista e especialista em reprodução humana do Instituto de Fertilidade, de Porto Alegre, se o intuito é engravidar, o cálculo é feito para encontrar o momento provável da ovulação (período fértil da mulher). Com isso, aumenta a chance de as relações sexuais resultarem em gravidez. "Esta técnica depende de uma regularidade do ciclo menstrual", explica a médica. "O cálculo é baseado na duração do ciclo, período que compreende o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e a véspera do próximo período menstrual", diz.

Normalmente, o intervalo entre um ciclo e outro varia entre 28 a 30 dias. Por exemplo, se o intervalo for de 30 dias, estima-se que a ovulação ocorra por volta do 15º dia do ciclo ¿ contando a partir do primeiro dia da menstruação. Com uma margem de erro de três dias, para mais e para menos, há um período de sete dias que corresponde à semana fértil da mulher. Faça o cálculo online neste link.

A especialista afirma que a chance de engravidar usando somente esse método é de aproximadamente 15% a 25% ao mês. "Essa taxa é cumulativa, ou seja, após um ano, 80% dos casais terão engravidado normalmente", diz ela. Esses índices, no entanto, variam de acordo com a idade da mulher. Quanto mais velha, menores são as chances de gravidez.

Casal em tratamento
A tabelinha pode ser usada também por casais que estão contando com ajuda médica para engravidar. Após um ano de tentativas sem sucesso, tendo relações regulares sem usar qualquer método anticoncepcional, o casal deve ser submetido a uma rotina de exames para verificar a fertilidade conjugal. O especialista deverá, então, indicar a estratégia mais adequada para resolver o problema específico daquele casal.

A técnica mais simples, conhecida como relação programada, nada mais é do que a união da tabelinha com a estimulação ovariana por meio de hormônios. Dessa forma, a mulher poderá produzir mais óvulos, e terá maiores chances de engravidar.

Dentro de um grupo que está há menos de um ano tentando, o uso de medicamentos é indicado somente quando há diagnóstico de um distúrbio hormonal feminino. Nesses casos, as mulheres não menstruam regularmente e precisam equilibrar o ciclo com a ajuda de indutores para que ocorra a gravidez.


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Especial para o Terra
Especialistas marcam presença em evento da AMO

Os médicos Carolina Pereira, Marcos Höher e Simone Mattiello, equipe do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz marcaram presença, no jantar beneficiente em prol da Associação de Assistência ao Menor em Oncologia (AMO) - entidade de Novo Hamburgo presidida pelo ginecologista Valdir Marques de Souza,realizado no final de abril. A AMO realiza diversas atividades como acompanhamento psicológico e assistência social, monitorado por médicos oncologistas. A entidade mantém suas atividades através de doações de empresas e da comunidade. Mais informações pelo site: www.amocriança.com.br.
 
Instituto completa 3 anos
O Instituto de Fertilidade, inaugurado em dezembro de 2008, completa três anos de atividades proporcionando atendimento a custo mais acessível e alta tecnologia às pessoas com dificuldade para engravidar. Desde a sua inauguração centenas de pacientes vindas de diversas regiões do Estado já concretizaram o sonho de ter um bebê.
Médica do IFE faz especialização na Fiocruz
A especialista em reprodução humana, Simone Mattiello, está realizando especialização em Videoendoscopia Ginecológica na Fiocruz, no Rio de Janeiro, no período de um ano. O curso tem a coordenação do médico Claudio Crispi.
A partir dessa especialização a médica irá avaliar de forma apurada o colo e a cavidade uterina. O exame de videoendoscopia é um exame complementar da investigação da infertilidade, que permite verificar patologias que possam interferir na inseminação artificial, como pólipos, sinequias, miomas, endometrites e tumores.
 
A superação durante o tratamento de fertilidade

O mundo vem se modificando e junto a estas mudanças estão as configurações familiares (casais homoafetivos, mulheres que optam pela produção  independente). De encontro a essas transformações, a tecnologia também vem pra suprir às necessidades desses novos formatos de família. É importante que os profissionais da área da saúde possam ter  capacidade emocional para entender e assimilar as mudanças, com muita criatividade, e sem perder a ética na condução do tratamento.
Os casais que se deparam com o diagnóstico de infertilidade, muitas vezes, precisam rever seus projetos de vida. Pois, conforme as regras impostas pela sociedade existe uma cronologia: namorar, noivar, casar, e logo, ter filhos. Quando isso não se concretiza é o inicio de muitas dúvidas e frustrações. Quase sempre um dos cônjuges busca o culpado. Sou eu? É ele? De quem é o problema?
De acordo com a psicóloga, Claudia Rachewsky, o casal que recebe um acompanhamento multidisciplinar em uma clínica de reprodução humana, que proporciona não só bons recursos tecnológicos, mas também um apoio psicológico têm mais chances de enfrentar  os problemas e superá-los. Quase sempre esses casais se deparam com alto nível de estresse, sensação de impotência e baixa auto-estima. "O casal se sente infértil em um mundo fértil do qual eles não fazem parte". A tendência é de que eles acabem se unindo mais do que se afastando, pois não querem repartir este sofrimento com os amigos e familiares.  É claro que as crises existem, pois  durante o tratamento de infertilidade, os casais passam por muitas oscilações emocionais, vivendo momentos de luto, como a descoberta da infertilidade e os resultados negativos. É preciso ajudá-los a elaborar cada etapa vivenciada, proporcionando um espaço onde os casais sintam-se acolhidos.  
Publicação de artigo do IFE em Revista
A especialista em reprodução humana, Dra. Andrea Nacul, publicou, recentemente, na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o artigo "Aspectos atuais do diagnóstico e tratamento da endometriose" que é resultado da tese de doutorado da médica, em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da UFRGS. A tese foi orientada pela coordenadora da Unidade de Endocrinologia Ginecológica do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínica da PUCRS. Andrea explica, que a endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial, localizado fora da cavidade uterina, como peritoneal, ovários e septo retrovaginal. A prevalência gira em torno de 6% a 10%. Em relação à etiopatogenia, a teoria da menstruação retrógrada é aceita, porém alterações na biologia molecular do endométrio parecem ser fundamentais para o desenvolvimento dos focos ectópicos de endometriose.

Mulheres com endometriose podem ser assintomáticas ou apresentar queixas de dismenorreia, dispareunia, dor pélvica crônica e/ou infertilidade. Embora o diagnóstico definitivo da endometriose necessite de uma intervenção cirúrgica, preferencialmente por videolaparoscopia, diversos achados nos exames físico, de imagem e laboratoriais já podem predizer, com alto grau de confiabilidade, que a paciente apresenta endometriose. Os tratamentos mais difundidos atualmente são a cirurgia, a terapia de supressão ovariana ou a associação de ambas. Tratamentos farmacológicos que não inibem a função ovariana estão em investigação.
 
Estresse pode afetar as chances de gravidez

Pesquisa britânica recente, publicada no periódico Fertility and Sterility, constatou que as mulheres tinham menos probabilidade de gerar filhos quando apresentavam níveis elevados de uma enzima relacionada ao estresse, chamada alfa-amilase. Conhecida como a enzima que ajuda o organismo a digerir o amido, os cientistas descobriram que ela é também um indicador de estresse, pois é secretada quando o sistema nervoso produz compostos conhecidos como catecolaminas, em resposta à "luta ou fuga", reações típicas do estresse.

O estudo, que foi realizado com 274 casais que estavam tentando engravidar, com idade entre 18 e 40 anos, é o primeiro desse tipo a sugerir que o estresse pode reduzir as chances que uma mulher tem de engravidar. De acordo com os pesquisadores, quanto mais estresse, menor o número de vezes que uma mulher engravida.

Para a psicóloga do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, Claudia Rachewsky, estudos deste nível contribuem para compreender melhor o que vivenciam os casais que estão enfrentando o problema da infertilidade.

— A impossibilidade de concretização do sonho de ter filhos desperta nos casais, sentimentos como: medo, ansiedade, tristeza, frustração, desvalia e vergonha, onde também podem apresentar quadros de estresse — destaca.

A especialista explica que o estresse produz modificações na estrutura e na composição química do corpo que podem ser avaliadas. Quando existe um estímulo contínuo e intenso pode provocar alterações disfuncionais, como é o do estresse.

— É importante considerar as características individuais de cada pessoa. O estresse pode ser uma consequência do tratamento, não necessariamente é a causa do resultado negativo.

A Pesquisa

Os pesquisadores do Reino Unido examinaram mulheres que estavam tentando engravidar a seis meses e seguiram os ciclos menstruais utilizando kits de fertilidade em casa. No sexto dia do ciclo de cada mês, as mulheres forneciam amostras de saliva que eram testadas para os hormônios do estresse, o alfa-amilase e o cortisol, que se mostraram em pesquisas anteriores, bons marcadores.

Foi detectado que os níveis de cortisol não parecem influenciar a capacidade de concepção, durante os seis dias em que a gravidez era mais provável de acontecer. Mas as mulheres com níveis mais altos de alfa-amilase tiveram cerca de 12% menor probabilidade de engravidar.

Campanha Preserve a sua Fertilidade

Instituto de Fertilidade e Shopping Total promoveram Campanha "Preserve a sua Fertilidade"

            O Instituto de Fertilidade (IFE) em parceria com o Shopping TOTAL promoveu a primeira edição da Campanha "Preserva a sua Fertilidade", dentro da ação Saúde TOTAL, foi realizada em 25 de setembro no Shopping TOTAL, em Porto Alegre.

           Com o objetivo de conscientizar através da prevenção e educação para a preservação da fertilidade, especialistas e profissionais da saúde orientaram e esclareceram as dúvidas da população sobre a fertilidade feminina e masculina. "Queremos chamar a atenção da população sobre o impacto dos maus hábitos, como o consumo de álcool, fumo e a obesidade em relação à fertilidade", explica uma das integrantes da equipe, a especialista em reprodução humana, Andrea Nácul.

Instituto de Fertilidade

           O evento foi promovido pelo Instituto de Fertilidade (IFE), que oferece técnicas de reprodução a um custo acessível e promove ações de prevenção contra a infertilidade. De acordo com o fundador do IFE, o diretor do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana, Nilo Frantz, o IFE é uma continuidade do trabalho realizado no Centro, com a diferença de estar auxiliando pacientes com limitações financeiras para arcar com o preço dos medicamentos e consultas.

          No estande foi distribuída a cartilha com os "Dez mandamentos para se preservar a fertilidade", além de um teste para as pessoas avaliarem a sua saúde reprodutiva. O material traz detalhes sobre os principais fatores ditos "complicadores" que podem interferir no bom funcionamento do sistema reprodutor humano. O uso de anabolizantes, o consumo de drogas, sexo sem preservativo e exposição à radiação são algumas das causas apresentadas na cartilha

         Quem visitou o estande ganhou uma semente de girassol para cultivar em casa. Sob o slogan "A semente da vida precisa ser cultivada. Preserve a sua Fertilidade".

           Segundo o especialista, Nilo Frantz, quando se fala sobre o planejamento familiar, tende-se a enfocar basicamente, o combate à gravidez na adolescência. Mas, não basta apenas orientar a evitar ou adiar a maternidade, é importante instruir sobre qual é o momento mais propício e de menores riscos. "Ao exemplo dos países desenvolvidos cresce a tendência de postergação da maternidade. Observa-se assim, priorização da formação acadêmica ou profissional e, conseqüente, aumento do número de mulheres com dificuldade para engravidar. Do ponto de vista fisiológico, o ideal é engravidar antes dos 35 anos. Entre os 25 e 35 anos, a mulher pede aproximadamente 50% da capacidade reprodutiva e há um aumento na incidência de patologias que podem interferir na fertilidade, como miomas uterinos e endometriose, explica.

         

 
Entrevista com o diretor do IFE, na Revista Bem Me Quer

Confira, na entrevista, do mês de maio de 2010, na página 24, matéria com o diretor do IFE, Dr. Nilo Frantz, para a Revista Bem Me Quer, na matéria "Sem pressa de ser mãe".


Clique aqui e leia a entrevista completa.

 

 

Médicos do IFE na mídia
No último dia 5 de maio, a Dra. Andrea Nácul, esteve no Programa Bibo Nunes (TV ULbra) esclarecendo dúvidas dos telespectadores, ao vivo, sobre aconselhamento genético na infertilidade. Tema que foi abordado no Simpósio promovido pelo Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz e trouxe os palestrantes geneticistas: Dr. Ciro Martinhago e Dr. Roberto Giugliani.

Ainda, no mês de maio, o Programa TV Câmara Entrevista da TV Câmara de Porto Alegre, recebeu o Dr. Nilo Frantz e a Dra. Fernanda Pacheco para abordar as novidades em tratamentos e diagnóstico na área da reprodução humana.